Corpo de mãe: uma beleza estigmatizada

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Bom mesmo devia ser na época de nossas avós, onde parir era somente sinônimo de ter filhos e criar uma família. O corpo? Ora, esse não tinha que carregar o peso da cultura do corpo magro, com certeza esse não era o foco das nossas avós, bisavós.

Claro que no decorrer dos tempos nossa cultura passou por mudanças, muitas delas com certeza para melhor, mas algumas só têm deixado rastros de tristeza, baixa autoestima, descontentamento com o próprio corpo.

Recentemente vi uma matéria de uma artista que logo após ganhar neném estava magérrima, e me assustei com a expectativa e o valor que muitas pessoas dão a esse tipo de reação. Um mês após o parto é natural estar magra? Claro que não, pode acontecer sim, com pessoas que sempre foram magérrimas, mas esta não é a realidade da maioria de nossas mulheres.

Porém, os valores mudam e já ouvi muitas mulheres optarem por não terem filhos, ou mesmo protelarem ao máximo esse momento, justamente porque esse momento que deveria ser sublime está contaminado pelo medo da obesidade, das gorduras localizadas, o medo do peito caído.

O brilho da gravidez, do ser mãe nunca deveria passar por essa pressão, nem da mulher consigo própria e nem do parceiro, que muitas vezes não compreende porque a mulher não consegue abaixar o peso. O amor cor de rosa se transforma em negro, quando não se enxerga a mudança de identidade, do corpo e da esposa-mãe.

O projeto fotográfico  “Bonita é a mãe” mostra a real beleza do corpo feminino Pós-Parto. Realizado pela fotógrafa brasileira Renata Penna, as imagens trazem mães e seus bebês sem nenhum Photoshop.

A ideia da artista era mudar a relação que as mulheres têm com seus corpos. “Beleza verdadeira é beleza de gente de verdade. Gente que chora, ri, tropeça, se machuca e se recompõe.” Escreve Renata no Tumblr que compartilha as fotos do projeto.

“O que é o corpo feminino? O que deveria ser? Que corpo é esse que abriga tudo de mim: meus sonhos, meus medos, meus desejos, meus limites? Qual é o meu corpo, agora que sou mãe? Que histórias ele há de contar? Esse corpo que gerou vida dentro de si, que viu crescer gente do seu lado do avesso, esse corpo que pariu?”

Vale a pena refletir, assumir as marcas da nossa maior produção, nossos filhos.

Não se envergonhe por criar, por gerar, essas marcas no corpo são a representação concreta do nosso maior feito, ser mãe.

Link da matéria que me inspirou – http://virgula.uol.com.br/lifestyle/beleza/bonita-e-a-mae-fotografa-brasileira-registra-a-beleza-real-do-pos-parto-em-ensaio/#img=6&galleryId=951181

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