Custos da obesidade tendem a crescer com EUA à frente, dizem estudos

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PARIS, 26 Ago 2011 (AFP) -Um em cada dois adultos americanos estará obeso em 2030, elevando enormemente os custos de saúde do país, segundo estudos publicados na edição desta sexta-feira da revista científica Lancet, que chamam atenção para a carga crescente que representa a pandemia mundial de obesidade.

Seguindo as tendências atuais, entre 50% e 51% dos homens americanos e de 45% a 52% das mulheres americanas terão, em 2030, índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30, aumentando em 65 milhões a população de adultos obesos do país, destacam um dos artigos.

Vinte e quatro milhões destes 65 milhões terão mais de 60 anos.

O cálculo extrapola estimativas nacionais para 2007-08, últimos anos com dados disponíveis, quando cerca de 32% dos adultos americanos eram obesos.

A Grã-Bretanha também verá um aumento na prelavência de obesidade, de 26% a 41%-48% entre os homens e de 26% para 35%-43% entre as mulheres.

Em 2030, mais 11 milhões de adultos britânicos estarão obesos, 3,3 milhões dos quais terão mais de 60 anos.

Segundo outro estudo, chefiado por Claire Wang, da Universidade de Columbia, em Nova York, e Klim McPherson, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, mostra que os custos médicos aumentarão por causa dos vínculos existentes entre diabetes, câncer, doenças cardíacas e derrame.

“Estima-se que os custos médicos associados ao tratamento destas doenças evitáveis aumentem entre US$ 48 bilhões e US$ 66 bilhões ao ano nos Estados Unidos e de US$ 1,9 bilhão a 2 bilhões de libras (US$ 3 bilhões a US$ 3,3 bilhões) ao ano no Reino Unido em 2030”, destacou.

“Políticas eficazes para promover um peso mais saudável também tem benefícios econômicos”, concluiu.

Hoje, cerca de 1,5 bilhão de adultos está acima do peso e outro 0,5 bilhão, obeso. Entre as crianças, 170 milhões são consideradas acima do peso ou obesas.

A obesidade corresponde de 2% a 6% dos custos com saúde em muitos países e em algumas regiões tem superado o tabagismo como a maior causa de doenças evitáveis, segundo os estudos.

Eles se basearam em um rastreamento da epidemia a partir dos anos 1970 e 1980, quando um aumento do consumo de comida per capita se aliou a um estilo de vida mais sedentário.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2011/08/26/custos-da-obesidade-tendem-a-crescer-com-eua-a-frente-dizem-estudos.jhtm

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