Restrição alimentar em adolescentes

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Comportamentos inadequados podem levar a transtornos alimentares

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por Luciana Kotaka

Época de descobrimento, a adolescência vem marcada por várias mudanças tanto corporais quanto comportamentais, um ensaio para a chegada da vida adulta.

Esse processo de mudança pode ser encarado de várias maneiras pelos adolescentes e também para a família, pois trazem alterações de humor, novidades a respeito do que irá acontecer com o corpo, e dificuldades tanto na escola quanto enfrentadas em situações onde serão confrontados com as expectativas em relação ao comportamento.

Começa o bullying, algo extremamente nocivo nesse momento tão delicado de transformação, e nem sempre estão preparados para lidarem com tranquilidade, na verdade na grande maioria das vezes deixam marcas profundas nesses jovens.

Com tantas mudanças acontecendo, precisam se adequar, e o culto pelo corpo magro e bonito entra em jogo, a imagem pregada pela mídia. Não tem como escapar, fotos em revistas, imagens na televisão e computadores trazem a tona o que a sociedade espera como sinônimo de beleza e saúde. As cobranças começam a acontecer, sejam dos colegas de turma, dos familiares, ou mesmo de si próprio a respeito do que acha bacana.

Fica difícil não se sentirem constrangidos quando o corpo foge do padrão magro, e ainda inseguros com todas as mudanças que virão, começam a correr contra o desejo de comer e restringir a alimentação, de forma errada, e muitas vezes a técnicas ineficazes que levam a transtornos alimentares.

Já temos várias formas de transtornos alimentares, que vão desde a anorexia, bulimia, compulsão, ortorexia, diabulima, entre outros, assustando pais e escolas, que não sabem muito como lidarem com essas doenças.

Porém vamos citar aqui a restrição alimentar em adolescentes, sendo um comportamento comum que já vem sendo utilizado há muitos anos, sejam por modelos, por pessoas comuns que não dando conta de comerem corretamente partem para o comportamento restritivo, muitas vezes jejuando como faz as anoréxicas em busca do emagrecimento rápido.

Mesmo com as informações rolando pelas mídias diversas, ainda hoje chegam pessoas para serem atendidas que utilizam essa prática, mesmo sabendo do efeito ineficaz do método, pois é lógico que não conseguem manter o corpo sem ou com pouco alimento por muito tempo, e acabam escorregando em função da compulsão que a restrição levará.

Esse processo todo começa a gerar nos jovens uma insatisfação muito grande, além da sensação de derrota por não conseguirem se manter comendo pouco, afetando diretamente a autoestima nesse momento de vida tão delicado que é adolescência.

Os pais devem estar atentos a esses comportamentos dos filhos, se colocando a disposição para ajudá-los a pensar em como lidar com esse processo. Uma forma assertiva de lidar com essa situação é procurando um profissional de saúde que possa orientá-los em busca de uma alimentação equilibrada, minimizando muito os riscos do desenvolvimento de um transtorno alimentar mais severo como a anorexia nervosa.

Como a autoimagem está em jogo, principalmente nesse processo de mudança corporal, a terapia vai auxiliar de forma a fortalecer o adolescente a respeito de si mesmo, das formas de seu corpo, e motivá-lo para se cuidar, escolhendo meios saudáveis de manter o peso sem agredir a si mesmo.

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