Embora seguros, edulcorantes são constantemente questionados

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A pesquiadora da Unicamp, Maria Cecilia de Figueiredo Toledo, falou sobre a segurança no consumo de edulcorantes (mais conhecidos como adoçantes) durante o XV Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, que teve início nesta quinta-feira, 30 de maio, no Expo Unimed Curitiba (PR).

 
Segundo ela, as informações disseminadas pela grande imprensa e por sites generalistas muitas vezes “prestam um desserviço à população” quando colocam em xeque estudos confiáveis sobre o consumo de adoçantes, ou quando se baseiam em fontes não fidedignas para causar alarde sobre os perigos no consumo desses aditivos.
 
“Os adoçantes podem ajudar no combate à obesidade, que é um mal no mundo todo”, alertou. Membro do Joint Expert Committee on Food Additives da FAO/WHO, Maria Cecilia traçou um panorama histórico dos diversos tipos de edulcorantes, e seus períodos de “negação” e “proibição”. “A sacarina, o ciclamato e o aspartame, que são substâncias utilizadas há 50, 100 anos, já passaram por momentos de proibição, em que foram associadas ao desenvolvimento de câncer. No entanto, estudos científicos e epidemiológicos descartaram esta associação. Portanto, não existem evidências científicas para isso”.
 
O consumo dessas substâncias, no entanto, deve ser feito de maneira equilibrada. “Embora o consumo dos edulcorantes de maneira geral esteja abaixo das doses diárias recomendadas, as pessoas consomem mais edulcorantes porque querem manter o peso do que pelo motivo de restrição de dieta de açúcar”, disse.
 
Desde 2011, segundo ela, agências reguladoras no mundo inteiro vêm se debruçando sobre a revisão de estudos do uso do aspartame. Cerca de 500 foram reavaliados European Food Safety Authority, por exemplo, que deve publicar opinião final em novembro deste ano, favorável às evidências de que o seu consumo é seguro.

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